Avenida Elmo Serejo de Farias vira rota de fuga intransitável, serviços de emergência falham e gestão municipal se esconde atrás da desculpa de que a rodovia “não é problema dela”.
O que já era ruim conseguiu piorar de forma catastrófica. A crise gerada pela falta de manutenção no canteiro central da BR-324 transbordou as margens da rodovia e engoliu a mobilidade urbana de Simões Filho. A população, mais uma vez, paga o preço da incompetência somada à omissão das autoridades locais, que assistem de braços cruzados ao colapso diário da cidade.
De Buraco a Cratera: O Remendo que Falhou
A origem do caos atual é um retrato do descaso crônico com a infraestrutura. O problema inicial no canteiro central da BR-324 recebeu uma intervenção paliativa — um aterramento executado pelo DNIT e pelos órgãos responsáveis que se mostrou ineficaz. O resultado? A estrutura cedeu de vez, transformando o buraco em uma cratera gigantesca que agora engole o tráfego e atinge os dois lados da via, paralisando tanto o sentido Salvador quanto o sentido Feira de Santana.
O Efeito Dominó: Avenida Elmo Serejo Intransitável
Com a rodovia federal estrangulada, o desespero dos motoristas empurrou o fluxo massivo de veículos para dentro de Simões Filho. A Avenida Elmo Serejo de Farias, artéria vital do município, foi forçada a atuar como o principal canal de escoamento da BR-324.
O impacto foi imediato e paralisante. O trecho que vai desde a entrada do CIA até o CIA 2 encontra-se em estado de travamento total. É uma via praticamente intransitável, onde o cidadão simõesfilhense perde horas de sua vida confinado em um engarrafamento que parece não ter fim. A cidade, literalmente, parou.
Vidas em Risco e Serviços Travados
O colapso na mobilidade já ultrapassou a barreira do aborrecimento e atingiu a prestação de serviços vitais, colocando a população em risco direto. Há relatos gravíssimos de que o engarrafamento monstruoso impediu que uma ambulância chegasse a tempo para realizar a transferência de um paciente. Quando a desordem urbana impede o socorro médico, a falha de gestão torna-se um atentado contra a vida. Além disso, o comércio, o transporte público e os serviços básicos da cidade operam com extrema dificuldade.
A Omissão Covarde do Executivo Municipal
Diante desse cenário de calamidade, a pergunta que ecoa nas ruas é: onde estão os responsáveis pela gestão da nossa cidade para, pelo menos, administrar os danos desse caos?
A resposta é um silêncio ensurdecedor. A atual gestão municipal parece ter adotado a política da omissão conveniente. O Executivo utiliza a desculpa de que a cratera está localizada em uma rodovia federal para lavar as mãos, ignorando deliberadamente que o estrangulamento e o sofrimento acontecem dentro do território de Simões Filho.
A falta de um plano de contingência, a ausência de agentes organizando o trânsito interno e a inércia em cobrar uma solução definitiva e imediata do DNIT mostram uma prefeitura desconectada da realidade de quem vive aqui. Para a gestão atual, se o buraco é na BR, “não é com eles”. Enquanto o poder público municipal se isenta de proteger sua própria cidade, é o povo de Simões Filho quem sofre o estresse, perde seus compromissos, coloca a saúde em risco e paga a conta desse abandono.
Nossa equipe continua acompanhando o caos no trânsito e exigindo que a Prefeitura assuma sua responsabilidade na organização e proteção do município.



